segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Abertas inscrições para curso de prevenção ao uso de drogas do Denarc


Estão abertas as inscrições para 120 vagas do curso de “Capacitação de Agentes Multiplicadores na Prevenção ao Uso de Drogas” no Denarc (Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico). As informações são do Portal da Polícia Civil do Estado de São Paulo.
Os interessados deverão preencher o formulário próprio do Denarc e enviá-lo por fax, no telefone 11-3815.8761, ou e-mail, dipe.denarc@policiacivil.sp.gov.br .
 
As inscrições serão aceitas até o dia 15 de fevereiro, e se efetivarão com a doação de um quilo de alimento não perecível, com exceção de sal e açúcar. Os alimentos deverão ser entregues no primeiro dia do curso.
As aulas serão ministradas no período de 25 de fevereiro a 3 de março, no horário de 9h às 13h, na sede do departamento (Rua Rodolfo Miranda, 636 – Bom Retiro).
Os alunos deverão atingir o mínimo da frequência exigida e um bom aproveitamento em aula para serem considerados aprovados.
 
Aqueles que se inscreverem e não comparecerem, ou ultrapassarem o limite de faltas, serão desligados automaticamente e impedidos de se inscreverem pelo prazo de um ano.

Diretor do Deinter 7 toma posse em cerimônia na Câmara Municipal de Sorocaba

Diretor do Deinter 7 toma posse em cerimônia na Câmara Municipal de Sorocaba
26/01/2013 21:20:00 (776 leituras)
Em sessão solene, dia 24, na Câmara Municipal de Sorocaba, o delegado Júlio Gustavo Vieira Guebert tomou posse do cargo de diretor do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior 7 – Deinter 7 (Sorocaba), cerimônia acompanhada pelo delegado geral de polícia, Luiz Maurício Souza Blazeck, pelo prefeito Antonio Carlos Pannunzio, os delegados de polícia Tabajara Novazzi Pinto e José Maria Coutinho Florenzano (aposentado), vereadores, prefeitos de outras cidades e familiares do diretor.
Júlio Guebert, 47 anos, é sorocabano, formado em Direito pela Faculdade de Direito de Sorocaba, em 1988, ano em que também se tornou delegado de polícia, professor da Academia de Polícia (Acadepol) e da Faculdade de Direito do Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio (Ceunsp), na cidade de Salto.
O novo diretor do Deinter 7 é também professor dos Cursos de Especialização de Gestão e Políticas de Segurança Pública e de Gestão em Segurança Pública com Direitos Humanos, promovidos pela Secretaria Nacional de Segurança Pública em convênio com a Universidade de Sorocaba (Uniso).
Com formação em Gestão em Segurança Pública e Justiça Criminal pela Universidade de São Paulo (USP), Guebert possui especialização em Direitos Humanos e Segurança Pública pela Rede de Altos Estudos em Segurança Pública da Senasp e foi o primeiro colocado no Curso Superior de Polícia de 2008.
Antes de ter trabalhado em Sorocaba pela primeira vez em 1991, Júlio Guebert atuou nas cidades de Euclides da Cunha Paulista e Porangaba, e já em sua cidade natal, foi titular de seis delegacias de polícia – 1ª, 3ª, 4ª, 5ª, 8ª e 9ª -, além das Delegacias de Investigações Gerais (DIG) e de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise).
Em 2007 foi designado delegado divisionário da Secretaria de Cursos de Formação da Acadepol, cadeira que ocupou até 2012, ano em que atuou em dois outros departamentos: o de Polícia Judiciária da Grande São Paulo (Demacro) e de Administração e Planejamento (DAP), até ser convidado este ano para dirigir o Deinter 7 – Sorocaba, onde trabalhou na maioria dos 24 anos de sua carreira.
À assunção de Júlio Guebert, publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) no dia 9 deste mês, seguiram-se as mudanças de titularidade da Delegacia Seccional de Sorocaba, bem como dos 11 distritos policiais e quatro delegacias especializadas da cidade, o que acredita o diretor, irá dinamizar e modificar eficazmente o trabalho de polícia judiciária da região.
Por Kerma Matos Oliver
Fotos: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Sorocaba

Polícia Civil abre curso para atender com excelência na Copa

 

Com o objetivo de preparar os seus agentes para atender com excelência turistas e brasileiros durante a Copa do Mundo de 2014, a Polícia Civil abriu o Curso de Treinamento Para Grandes Eventos, que será realizado na Academia da Polícia Civil (Acadepol) e conta com 15 disciplinas sobre Direitos Humanos, inteligência policial, delitos de intolerância, entre outros assuntos.
Cada disciplina terá duração de 8 horas / aulas, totalizando uma carga de 120 horas para todo o curso. Buscando atender o maior número de policiais, serão formadas cinco turmas de 150 alunos cada. O primeiro ciclo, que acontecerá entre os dias 5 de fevereiro e 2 de abril, já está com a quantidade de vagas preenchida.
 
O “Curso de Treinamento Para Grandes Eventos – Copa FIFA 2014 – A Polícia Civil e o Policiamento Comunitário” será aplicado pelos próprios professores da Acadepol, que poderão usar livremente o tempo das aulas para debates e palestras com convidados que integram ou não a Polícia Civil.
 
As aulas podem ser frequentadas por policiais civis de todo o Estado e de todas as carreiras. Os próximos ciclos acontecerão no decorrer do ano, de 4 de abril a 23 de maio; de 28 de maio a 18 de julho; de 1º de agosto a 19 de setembro; e a última turma de 24 de setembro a 12 de novembro.
 
As inscrições são abertas com 30 dias de antecedência ao início das turmas e podem ser feitas na Secretaria de Cursos Complementares da Acadepol. Confira a seguir as 15 disciplinas do curso.
 
Disciplinas
 
- Polícia Judiciária Para Grandes Eventos – Lei Geral da Copa FIFA 2014;
- A Polícia Civil, os Direitos Humanos e as Diversidades Étnico-raciais;
- A atuação do policial civil nos grandes eventos desportivos (Copa FIFA 2014) sob o enfoque da Polícia Comunitária;
- Prevenção e investigação de Polícia Judiciária em ações terroristas;
- Delitos de intolerância – inteligência e investigação;
- O crime de falsificação de documento público;
- Atendimento policial civil na Copa FIFA 2014;
- Polícia Civil e imprensa;
- Atendimentos de emergência nas ocorrências policiais civis em grandes eventos;
- Armas menos letais nas ações policiais civis;
- Técnicas de abordagem na Polícia Civil;
- A Polícia Civil e o gerenciamento de crises;
- O trabalho investigativo da Polícia Civil nas ocorrências que envolvem artefatos explosivos;
- A Polícia Civil e a segurança e proteção de dignitários em grandes eventos;
- Atividade de inteligência focada em eventos de massa.

Mainary Nascimento

Posse dos novos Integrantes da Egrégia Congregação da Academia de Polícia

No dia 21 de janeiro de 2013, ocorreu reunião de trabalho da Egrégia Congregação da Academia de Polícia, Órgão Consultivo e Deliberativo, presidido pelo Delegado de Polícia Dr. Mário Leite de Barros Filho, novo Diretor dessa Casa de Ensino.
A composição da Congregação da ACADEPOL está prevista no parágrafo único, do artigo 2º, da Resolução SSP – 104, de 5 de julho de 1983, que aprovou o Regulamento da Academia de Polícia – RAP, que estabelece:
Artigo 2º - ...
Parágrafo único – A Congregação será presidida pelo Delegado de Polícia Diretor da Academia de Polícia e terá como membros os dirigentes dos seguintes Órgãos e Unidades:
1 - Secretaria de Concursos Públicos;
2 – Secretaria de Cursos de Formação;
3 – Secretaria de Cursos Complementares;
4 – Unidades Docentes.
Por sua vez, a Academia de Polícia possui 06 (seis) Unidades Docentes:
·        Unidade Docente de Administração Policial – Titular Dr. Júlio Gustavo Vieira Guebert;
·        Unidade Docente de Criminalística – Titular Dr. Celso Perioli;
·        Unidade Docente de Criminologia – Titular Dra. Bertha Fernanda Paschoalick;
·        Unidade Docente de Medicina Legal – Titular Dr. Mário Gimenez;
·        Unidade Docente de Polícia Administrativa – Titular Dr. Youssef Abou Chahin; e
·        Unidade Docente de Polícia Judiciária – Titular Dr. Marco Antonio Pereira Novaes de Paula Santos.
Durante a mencionada reunião, além de assuntos relacionados à atividade docente, ocorreu a posse dos novos membros da Congregação da Academia de Polícia.
Na ocasião, tomaram posse como membros os Delegados de Polícia Doutores Ciro de Araujo Martins Bonilha, Júlio Gustavo Vieira Guebert, Délio Marcos Montresor, Edson Giatti Lahoz e Pedro Tonelli Neto.
A Delegada de Polícia Doutora Márcia Heloísa Mendonça Ruiz foi empossada como secretária deste importante Órgão.
Nas fotos, as imagens dos novos e atuais integrantes, os Delegados de Polícia Doutores Youssef Abou Chahin, Bertha Fernanda Paschoalick, Marco Antonio Pereira Novaes de Paula Santos, o Perito Criminal Doutor Celso Perioli e o Médico Legista Doutor Mário Gimenez, que participaram da reunião.






domingo, 27 de janeiro de 2013

Morre o Dr. Robson Lorencetti Ernesto , delegado titular da Dise de Sorocaba…Enterro está marcado para as 9h deste domingo (27)33


Do G1 Sorocaba e Jundiaí
Robson Lourencetti Ernesto (Foto: Reprodução/TV Tem)Lorencetti trabalhou como assistente no Deinter-7
Foto: Reprodução/TV Tem)
Morreu na manhã deste sábado (26), em Sorocaba (SP), o delegado Robson Lorencetti Ernesto. Segundo familiares, Lorencetti, que tinha 44 anos, teve um infarto fulminante quando estava em casa.
Lorencetti foi delegado em São Roque, trabalhou como assistente no Deinter-7 e comandou o 8º DP antes de assumir, no último dia 14, a titularidade da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) da cidade.
“Estamos chocados. Ele era um grande homem, um grande policial. Sempre jogávamos bola juntos, era aparentemente muito saudável. Foi uma perda enorme, não só para a familia dele, mas também para a cidade”, lamentou o delegado Alexandre Banietti.
Lorencetti era casado e tinha dois filhos. O velório está marcado para as 19h, na Ofebas. O enterro será às 9h deste domingo (27), no Cemitério da Saudade.

Por que os programas midiáticos policiais ou violentos contam com muitos telespectadores?

 


LUIZ FLÁVIO GOMES, jurista e diretor-presidente do Instituto Avante Brasil. Estou no professorlfg.com.br

“Toda a humanidade antiga está cheia do respeito ‘Ao espectador’, porque este mundo estava feito para os olhos e não podia conceber-se a felicidade sem espetáculos e sem festas. Até o grande castigo, repito, era uma festa” (Nietzsche, A genealogia da moral, p. 68).

Por que o castigo era (na pré-história) e ainda hoje é uma festa? Porque ele retrata uma vingança, que é prazerosa. O cérebro humano está sempre predisposto (programado) para três coisas: sobrevivência (busca por alimentos), procriação (sexo) e diversão (jogos e o prazer da vingança).



Muita gente, para não dizer a quase totalidade dos telespectadores, adora ver programas midiáticos policias (às vezes policialescos) ou violentos não para ver sangue, não para, no final, se sentir aliviado porque toda aquela desgraça não aconteceu com ele. Não é nada disso ou não é somente isso.

Por quê, então? Para ver se, no final, o culpado vai ser devidamente punido e qual vai ser o castigo. A relação culpa-castigo é muito ancestral. A ideia de que todo culpado ou devedor que não cumpre sua promessa tem que ser punido vem da pré-história. Todas as vezes que nos deparamos com um criminoso (ou devedor que não cumpre a promessa) surge o sentimento de vingança, que leva à necessidade, antes de tudo psicológica, de aplicação de um castigo. E que esse castigo seja o mais intenso possível, o mais doloroso que se possa.

Por quê? Porque o homem animal tem que gravar na sua memória o castigo (doloroso) para aprender a não fazer o errado, para não ser malvado, para não danificar terceiros. O castigo funciona como instrumento de “domesticação” da besta humana.

E “como é que se pode imprimir no animal homem, nesta inteligência de momento, obtusa e turva, nesta encarnação do esquecimento, algo com caracteres tão fundos, que sempre permaneçam presentes? Este problema tão antigo, como se pode imaginar, não se resolveu por meio de respostas suaves; talvez na pré-história do homem não haja nada mais terrível que a sua mnemotécnica” (Nietzsche, A genealogia da moral, p. 60).

E o que se entende por mnemotécnica?

Nietzsche (p. 60) responde: ‘Imprime-se algo por meio de fogo para que fique na memória somente o que sempre dói’, este é um axioma da mais antiga psicologia, e infelizmente o que mais durou [agregaríamos: e o que mais dura].

É esse duro castigo (como fruto da vingança), que deve gerar dor, o possível fio condutor que leva muita gente a seguir os programas midiáticos policiais ou violentos. Para ver esse castigo (vingança) o telespectador é capaz de esperar horas e horas (às vezes dias, semanas ou meses). O ato da violência serve para revolvimento das nossas emoções, como reforço das nossas convicções morais tendentes à necessidade do castigo. As mídias, como ninguém, sabem explorar essas reações emotivas ou vingativas, que são atávicas.

Quanto mais justiceiros somos, mais dor queremos?

Nietzsche (p. 60) responde: “Poderíamos dizer que, onde quer que na vida dos homens e dos povos há solenidade, gravidade, mistério e cores sombrias, fica um vestígio de espanto que noutro tempo presidia às transações, aos contratos, às promessas: o passado, o longínquo, obscuro e cruel passado, ferve em nós quando nos pomos graves” [vingativos, justiceiros].

A dor, então, faz parte da mnemotécnica?

A resposta é positiva, conforme Nietzsche (p. 60): “Noutro tempo, quando o homem julgava necessário criar uma memória, uma recordação, não era sem suplício, sem martírios e sacrifícios cruentos; os mais espantosos holocaustos e os compromissos mais horríveis (como o sacrifício do primogênito), as mutilações mais repugnantes (como a castração), os rituais mais cruéis de todos os cultos religiosos (porque todas as religiões foram em última análise sistemas de crueldade), tudo isto tem a sua origem naquele instinto que descobriu na dor o auxílio mais poderoso da mnemotécnica”.

O único reparo a ser feito nessa esclarecedora lição de Nietzsche é que tudo isso não é coisa somente de “outro tempo”: suas ponderações continuam mais atuais que nunca, sobretudo em sociedades que já nasceram sem conhecer outra forma de convivência que não fosse a violência, como é o caso da brasileira, que brotou sob o signo da violência entre os índios ou entre estes e os europeus que para cá vieram (Weffort, Espada, cobeça e fé, p. 16) (…); sobram nos primeiros séculos exemplos de violência de para a parte (p.17); “Encontrei a terra toda em guerra”, disse Mem de Sá.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Investigação social em concurso pode ir além dos antecedentes criminais


A investigação social exigida em edital de concurso público não se resume a verificar se o candidato cometeu infrações penais. Serve também para analisar a conduta moral e social ao longo da vida. Com esse fundamento, a 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça negou o recurso de candidato em concurso da Polícia Militar de Rondônia, que pretendia garantir sua participação no curso de formação.
Para os ministros, as características da carreira policial “exigem a retidão, lisura e probidade do agente público”. Eles avaliaram que os comportamentos do candidato são incompatíveis com o que se espera de um policial militar, que tem a função de preservar a ordem pública e manter a paz social.
A suposta conotação política da eliminação não seria suficiente para caracterizar o direito líquido e certo. Para os ministros, mesmo que houvesse conflito entre o governador do estado e o pai do candidato, não há prova cabal de que o motivo da exclusão do curso seria exclusivamente político.
Além disso, a administração pública não teria discricionariedade para manter no curso de formação candidato que não possui conduta moral e social compatível com o decoro exigido para o cargo de policial. O desligamento é ato vinculado, decorrente da aplicação da lei.
A Turma também ponderou que os fatos atribuídos ao candidato não foram contestados, não ficando demonstrada a ilegalidade de sua eliminação. Por essas razões, o recurso foi negado por unanimidade de votos.
No caso, o candidato entrou com recurso contra decisão do Tribunal de Justiça de Rondônia, que considerou a eliminação cabível diante de certos comportamentos dele. Ele admitiu no formulário de ingresso no curso, preenchido de próprio punho, que já havia usado entorpecentes (maconha). Também se envolveu em briga e pagou vinte horas de trabalho comunitário. Há informações no processo de que o concursando teria ainda um mau relacionamento com seus vizinhos e estaria constantemente em companhia de pessoas de má índole. Por fim, ele afirmou ter trabalhado em empresa pública do município de Ariquemes. Entretanto, há declaração de que ele nunca trabalhou na empresa. O TJ-RO destacou que o edital tem um item que determina a eliminação de candidato que presta informações falsas.
No recurso ao STJ, a defesa do candidato alegou que haveria direito líquido e certo para participação no curso de formação. Informou que foi apresentada certidão negativa de antecedentes criminais e que não havia registros de fatos criminosos que justificassem a eliminação. Sustentou ocorrer perseguição política, já que o pai do candidato é jornalista que critica constantemente o governador de Rondônia.
Com informações da Assessoria de Imprensa do STJ.
RMS 24.287
DELEGADOS.com.br
Revista da Defesa Social & Portal Nacional dos Delegados